Apresentação

Por Romildo Almeida
Este espaço na web destina-se a divulgar e compartilhar a nossa experiência na gestão da cadeia de suprimentos de materiais MRO, com todos os profissionais e pessoas interessadas nesta área. Esta divulgação se dará através de postagens, mensagens, artigos técnicos e apresentações dinâmicas acopladas ao blog.

Vamos apresentar desde conceitos básicos, até as mais novas tecnologias aplicadas no mundo, inclusive algumas ainda inéditas no Brasil. Pretendemos inclusive quebrar alguns paradigmas sobre a matéria.

Temos acesso aos mais renomados consultores de nível internacional, o que nos credencia a tratar este assunto de forma extremamente embasada e profissional.

É de suma importância, ainda, a participação de todos vocês neste processo, através de comentários, críticas ou sugestões. A troca de experiências é essencial para o crescimento profissional de todos nós.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MRO - Conceituação

No meio industrial MRO é uma sigla universalmente conhecida: Manutenção, Reparo e Operação (Maintenance, Repair and Operation). Trata-se de uma categoria de materiais que é utilizada no dia-a-dia das fábricas, aplicada geralmente em máquinas e equipamentos necessários para a produção ou ainda nos serviços de manutenção e reparo destinados à continuidade operacional dos seus processos produtivos. De um modo geral, as matérias-primas e insumos de produção, se agregam ao produto final e não são enquadrados como MRO. Por exemplo, o aço utilizado para estampagem das partes metálicas dos veículos ou o gás eteno aplicado na indústria petroquímica não são classificados como materiais MRO, são enquadrados como insumos de produção ou matérias-primas. Já o óleo utilizado para lubrificação das máquinas ou a chave de fenda como ferramenta diária do manutencista, são enquadrados como materiais MRO.

Por que desta classificação?

Para que as empresas possam produzir seus bens vendáveis obviamente necessitam de materiais, tanto aqueles que são “transformados” nesses bens, quando aqueles que são necessários para que esta “transformação” aconteça. Entenda aqui “transformação” como a transição da matéria-prima para o produto acabado ou bem vendável. Para atender a estas necessidades de materiais, as empresas adotam duas estratégias: (a) Contratar fornecedores capazes de atender suas necessidades à medida que elas acontecem (a famosa modalidadeJust in Time) ou (b) adquirir os materiais e mantê-los “guardados” até que a necessidade aconteça. Este é o ponto crucial para justificar esta classificação.

Qual estratégia adotar?

De um modo geral as empresas planejam sua produção baseando-se na capacidade de absorção de seus bens vendáveis pelo mercado consumidor. Assim, de forma antecipada, é possível prever com razoável precisão, todas as suas necessidades de insumos de produção e matérias-primas, já que, obviamente, a “receita do bolo” é sua velha conhecida. Por exemplo, citamos a indústria automobilística, que sabe quantos quilos de chapa metálica serão necessários para produzir os veículos programados para um determinado período futuro. Com esta quantidade definida é possível contratar um fornecedor capaz de atender esta necessidade (a cada hora, diariamente, semanalmente etc., em frequência compatível com a eficiência logística do mesmo). E quanto aos MRO? É possível planejar e programar uma frequência de entrega? Para a grande maioria dos casos certamente que não, pois não há como garantir que uma máquina ou equipamento não irá falhar por um determinado período, quando será necessária a substituição de um ou mais de seus componentes (MRO). Daí oriunda-se a necessidade de as empresas adquirirem materiais antecipadamente para uso futuro e imprevisto. A estas aquisições chamamos de Estoque. Portanto a complexidade da cadeia de suprimentos de MRO está exatamente na sua imprevisibilidade de uso.

Na próxima postagem falaremos um pouco sobre o papel da Engenharia na cadeia de suprimentos de MRO.

Obrigado e até lá!

2 comentários:

Jason Oliveira disse...

Parabéns pela iniciativa em postar material didático de tamanha importância para os profissionais de Suprimentos e Logística. É uma pena que em nosso país "planejamento" não passa de uma palavra que soa desconfortavelmente nos ouvidos das equipes envolvidas nas diversas ações tomadas para se alcançar com sucesso qualquer objetivo.

Anônimo disse...

Boa tarde,
Me chamo Adriano sou estudante de Engenharia e atuo como coordenador de estoque de ferramentas da empresa que trabalho, muito boa as informações espero que me ajude em minhas atividades.
Muito obrigado!